domingo, 11 de agosto de 2019

Alzheimer: Vitamina D previne o comprometimento cognitivo?

Tempo de leitura: 2 minutos.
A Doença de Alzheimer é uma enfermidade degenerativa crônica que prejudica as funções cognitivas e a memória dos indivíduos. Considerada a causa mais comum de demência, o Alzheimer é causado pela combinação de diversos fatores genéticos, físicos e ambientais. Os primeiros sintomas podem se manifestar na forma de um comprometimento neurológico leve, que evolui gradativamente com o decorrer do tempo.
Apesar de não haver cura, a doença pode ser controlada; porém, ainda não há um método eficaz de prevenção.  Estudos recentes sugerem que a deficiência de complementos nutricionais na alimentação, principalmente a Vitamina D, poderia estar relacionada com o declínio do desenvolvimento cognitivo. A deficiência da Vitamina D no organismo pode duplicar o risco de demência a longo prazo.
A queda na cognição, consequentemente da memória, é um dos primeiros sintomas relacionados ao Alzheimer.

Vitamina D na prevenção de doenças mentais

A fim de comprovar esta associação, pesquisadores chineses realizaram um estudo randômico com 163 pacientes diagnosticados com comprometimento neurológico leve, idade média 67 anos, 45% homens. Os participantes foram separados aleatoriamente em dois grupos. O primeiro grupo (n=80) recebeu doses diárias de vitamina D3 (10 μg/d), o segundo recebeu placebo (n=83).
Os integrantes dos dois grupos tinham perfis semelhantes, não se diferenciavam muito em relação a fatores sócio-econômico-demográficos, estilo de vida (fumo, sedentarismo, uso de bebidas) e história clínica (diabetes ou hipertensão). O tempo de follow up da pesquisa foi de um ano.
O principal desfecho primário observado foi a alteração na função cognitiva, avaliada por meio da versão chinesa da Escala de Inteligência Wechsler para Adultos (WAIS). A escala avalia quesitos como QI Verbal, QI de Execução, QI Total, Índice de Compreensão Verbal, Índice de Organização Perceptual, Índice de Memória Operacional, etc.

Resultados

Ao final do estudo, os pesquisadores constataram melhora substancial nos indivíduos do grupo da Vitamina D em relação aos do placebo. Os escores WAIS no primeiro grupo foram maiores do que no segundo, principalmente em QI Total (p<0 al="" aumentaram="" colesterol="" d="" da="" de="" diminu="" dios="" disso="" do="" e="" execu="" font="" grupo="" ldl="" m="" n="" nbsp="" no="" o="" os="" p="" placebo.="" qi="" ram="" triglicer="" veis="" verbal="" vitamina="">

Lipídios x Alzheimer

O cérebro é o órgão mais rico em lipídios no corpo humano e quase todas as classes de lipídios tem alguma relação com a patogênese da Doença de Alzheimer. Acreditava-se que os níveis de lipídios corporais e cerebrais não tinham correlação, porém evidências sugerem que esta interação acontece por meio das moléculas de oxiesterol.
Alguns levantamentos constataram que pacientes com Alzheimer tinham níveis plasmáticos de colesterol total maiores do que outros indivíduos (pareados por sexo e idade) sem a doença. Nesse ínterim, os níveis de gordura corporal são importantes para determinar quem tem mais risco para o desenvolvimento de algum tipo de demência.
*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED
Referências:

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Boas novas sobre Alzheimer

Alimentação saudável colabora na prevenção da doença

 
Alzheimer em baixa

O número de pessoas com Alzheimer pode estar diminuindo, segundo a última Alzheimer’s Association International Conference (AAIC), um dos mais importantes encontros sobre o tema, realizado no mês de julho, em Boston (EUA). A redução do número de casos está relacionada, entre outros fatores, à qualidade de vida. Os estudiosos acreditam que a população, nos últimos 30 anos, aderiu a hábitos mais saudáveis, como praticar exercícios físicos e se preocupar com a alimentação.
O médico nutrólogo especialista em geriatria Nelson Lucif, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), afirma que a prevenção do Alzheimer deve começar mesmo antecipadamente − ao menos 20 anos antes da idade de risco (a partir dos 60). Embora exista forte tendência genética para o desenvolvimento do Alzheimer, a má alimentação está entre os processos metabólicos que conduzem a essa doença degenerativa. Dietas ricas em açúcar, sal, gorduras saturadas e produtos industrializados, em geral, são as grandes vilãs, podendo tanto aumentar o risco como piorar o quadro de quem já sofre com a doença. “A dieta ideal para o paciente é a mais natural possível, com vegetais, frutas, carnes magras e grãos integais”, diz o nutrólogo.
O trigo e seus derivados são excelentes aliados nessa prevenção, especialmente os integrais. Mas nem precisa ser tudo: se 50% dos grãos forem integrais, segundo Lucif, isso já significa um grande avanço no cardápio. O pão do café da manhã pode ser rico em grãos e cereais integrais, ao passo que a massa do almoço pode ser aquela de sempre, com um molho natural, e assim por diante. O mais importante é que a dieta do idoso tenha uma continuidade: “Estabelecer uma rotina alimentar cotidiana, ligada a hábitos saudáveis, é o principal”, diz o nutrólogo.

Postado por Carlos PAIM

quarta-feira, 4 de maio de 2016

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Postado por : Ygor Mendes Iavdosciac